Essa postagem é referente ao trabalho de pós graduação em Metodologia e Gestão para EaD.
INTRODUÇÃO
Esse traballho tem por objetivo responder a solicitação do curso de pós
graduação em Metodologia e Gestão para Educação a Distância, ampliar os
conhecimentos adquiridos com os conteúdos das três disciplinas, conhecer o que
está sendo discutido sobre o tema EAD no internet, compartilhar conhecimento e
discutir ideias por meio de blogs que falem sobre a temática.
As etapas se dividiram em quatro momentos: primeiro houve o estudo dos
conteúdos das disciplinas, depois aconteceu a pesquisa de blogs que trouxessem
a temática EAD e pela seleção de dois que tivessem bom conteúdo e que fossem
ativos. Posteriormente deu-se inicio a postagens nesses blogs com o intuito de
agregar conhecimentos e discutir ideias. Por fim, foi elaborado esse trabalho
como síntese dos conhecimentos adquiridos.
CONSIDERAÇÕES
Ainda existe preconceito em relação a EAD,
acredita-se que essa modalidade não tem a mesma qualidade da educação
presencial, pois há uma separação entre professor e aluno e é preciso que o
aluno seja autônomo para que a aprendizagem aconteça, e muitas vezes essas
autonomia não foi desenvolvida anteriormente, mas muitos estudos tem provado
que esse pensamento não é proviniente.
Há um investimento grande no desenvolvimento
de materiais para EAD, para que eles auxiliem os alunos de forma que supra a
“ausência” do professor. Para isso existem diversas ferramentas tecnológicas
(TICs) que permitem o desenvolvimento desses materiais (textos, gráficos,
imagens, áudio e vídeo), além de existir outras que permitem a interação
professor-aluno, como por meio de chat, fórum de discussão, vídeoconferência,
etc. São as tecnologias que ajudam a superar a distância entre professor e
aluno, são elas que promovem a interação.
No blog a Educação a Distância, na postagem
“Tablets impulsionam gastos em TI em educação”, fala sobre como as instituições
de ensino tem investido em tecnologia, pois as tecnologias já estão inseridas em nossas vidas e elas não poderiam deixar de estar presente na educação e são
essas tecnologias que tornam a EAD realmente possível.
Na EAD não só o papel do aluno muda, onde ele
passa a ser participante ativo na construção do seu conhecimento, por isso, a
necessidade da autonomia, o papel do professor também muda, o professor deixa
de ser o portador do conhecimento que é transmitido aos alunos, para ser um
mediador, um facilitador do processo de aprendizagem.
A Educação a Distância se difundiu
recentemente com o avanço das tecnologias, mas essa modalidade de educação
existe há bastante tempo e pode-se dividir em três gerações: a primeira foi
cursos por correspondência, a segunda fica marcada pela utilização de novas
mídias como televisão, fitas de aúdio e vídeo e telefone; a terceira pela utilização
do computador e internet e já é possível ver algumas tendências para o futuro
da EAD como a WEB 2.0, as redes sociais, mundos virtuais 3D, games, etc.
No blog de João Mattar, na postagem intitulada
"A História da EaD", como o título já indica, fala sobre a trajetória da EAD e
segundo essa postagem a primeira notícia da EAD é de 1728.
No Brasil a EAD também começou com os cursos
por correspondência em 1904, depois em 1927, começa a educação pelo rádio, passando
por várias experiências bem sucedidas como a Rádio Monitor.
No Ensino Superior a Educação a Distância começou
em 1979 com a Universidade de Brasília e hoje está presente em cursos
presenciais que podem contar com 20% da carga horário do curso a distância e
também em cursos de graduação e pós graduação lato sensu que podem ser
oferecidos totalmente à distância, não totalmente, pois no Brasil não é
possível ter cursos certificados totalmente EAD, é preciso que as avaliações
sejam feitas presencialmente. A Educação a Distância pode ser utilizada também na
educação básica, em cursos livres e corporativos, pelo governo e por empresas
privadas.
Para que a EAD
acontece é necessários muitos profissionais, além de professores é preciso tutores, designers
instrucionais, fornecedores e
desenvolvedores de ferramentas, ambientes de aprendizagem, coordenadores, entre
outros.
A EAD é uma necessidade da sociedade
moderna, onde a falta de tempo faz com que essa modalidade seja extremamente
vantajosa, pois nela há a flexibilidade de horários, e mesmo com o preconceito
que ainda existe frente a ela, houve um aumento de 30,4% nessa modalidade,
enquanto a modalidade presencial 12,5%; essa é uma realidade que não se pode
mais negar, ela pode ajudar a transpor a defasagem educacional brasileira,
pensando nisso existe a Universidade Aberta do Brasil,
ela oferece cursos de nível superior na
modalidade EAD para aqueles que tem dificuldade de acesso ao Ensino Superior.
A EAD é difícil de conceituar, mas existem diversos autores que fazem
sua definição, entre elas está “EAD é toda atividade de ensino e aprendizagem que não
acontece na presença física do professor com seus alunos.”
Para que a EAD não seja um choque é possível introduzi-la de maneira
progressiva, onde a cada ano o aluno tenha mais carga horária a distância e
assim ir se adaptando a esse novo modelo.
Existem muitos modelos de EAD no Brasil, porém o modelo que mais cresce
é aquele que une teleaula ao vivo transmitidas via satélite, tutoria presencial
e apoio pela internet, esse modelo é interessante pois combina a EAD com a
presença de tutor para auxiliar.
Quando um curso é desenhado
a escolha das mídias e a gestão dos processos acadêmicos, pedagógicos e
administrativos são primordiais para que os resultados sejam atingidos.
A didática se preocupa com o que ensinar, por quê ensinar
e como ensinar, na Educação a Distância é preciso se preocupar também com o
perfil do aluno, com os objetivos que ele têm ao optar por um curso EAD, para
assim buscar a melhor didática para obter êxito no processo de
ensino-aprendizagem.
Já para os alunos, é necessário, além da autonomia para
construção do seu prórpio conhecimento, saber gerenciar seu tempo para estudo e
realização das atividades, ter compromisso e dedicação.
Foi em 1996 que EAD
surgiu oficialmente no Brasil por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996), sendo normatizada pelo
Decreto 2.494 (de 10 de fevereiro de 1998), pelo Decreto 2.561 (de 27 de abril
de 1998) e pela Portaria Ministerial 301 (de 7 de abril de 1998).
Por meio das lei,
decretos e portarias é possível saber as normas que regem a EAD no Brasil, tais
como: os critérios de credenciamentos e recredenciamento das instituições que
podem ofertar essa modalidade; a União é a responsável por regular os
requisitos para realização de exames e registro de diplomas; os cursos já
reconhecidos podem ofertar 20% da carga horária na modalidade a distância; a
duração mínima do curso não pode ser inferior a duração na modalidade
presencial, etc.
A legislação foi se
alterando ao longo dos anos, em 2005, o decreto 5.622 trouxe a possibilidade
dos polos de Educação a Distância com unidades descentralizadas, autorizou a
criação de cursos de mestrado e doutorado a distância e incorporou a ideia, na
legislação, de autonomia universitária na EAD.
Em 2011, o Decreto n.
7480 trouxe mudanças na regulação da EAD, onde acada a Secretaria de Educação a
Distância (SEED) e cria a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação
Superior e da Educação a Distância.
Os cursos de
pós-graduação lato sensu a distância podem ser oferecidos por instituições de
educação superior, desde que essas já possuam credenciamento para educação a
distância. Os cursos devem ter duração mínima de 360 horas e provas
presenciais, assim como a desefa presencial de monografia ou trabalho de
conclusão de curso.
Além das leis, decretos
e portarias, há outros dois documentos que norteiam a oferta de cursos a
distância, são eles: os Instrumentos de Avaliação de Cursos de Graduação e os
Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância.
Os Instrumentos de Avaliação são responsáveis pela autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos, para isso é avaliado a
dimensão didático-pedagógica, o corpo e a infraestrutura. Por meio dessa
avaliação é que é dado do Conceito de Curso.
Já os Referenciais de Qualidade para Educação
Superior a Distância é um documento que orienta a estruturação da oferta de
cursos a distância pelas instituições credenciadas. Ele traz os itens básicos
para que a Educação a Distância seja de qualidade: desenho do projeto; equipe
profissional que irá atuar no curso; os recursos educacionais; a
infraestrutura; os canais de comunicação que deverão existir para a interação
entre professor e aluno; avaliações de aprendizagem e institucional; e
sustentabilidade financeira da instituição.
Pensando em padrões de
qualidade foi criado o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
(SINAES) em 2004, pela lei 10.861. O SINAES avalia o desempenho das
instituições que atuam no ensino superior, visando a melhoria na qualidade da
educação. Essa avaliação se divide em três: Avaliação das Instituições de
Educação Superior (Avalies); Avaliação dos cursos de graduação (ACG) e
Avaliação do desempenho dos estudantes (ENADE).
Apesar dos avanços significativos na EAD, como já foi
dito, ainda existe preconceito quanto essa modalidade de educação, mas o
Governo vem adotando e incentivando a Educação a Distância por meio da
Universidade Aberta a Distância, para atender pessoas com dificuldade de acesso
ao ensino superior. Cada vez mais instituições vêm aderindo a essa modalidade
também, pois com uma abragência maior é possível atender pessoas do interior ou
que não tem possibilidade de frequentar um curso presencial, aqueles que têm
pouco recursos econômicos ou para atingir rapidamente metas de grande impacto.
A EAD
caminha para um crescimento cada vez maior, com os avanços da TICs (Tecnologias
da Informação e Comunicação) sua realização será aperfeiçoada e logo a
modalidade a distância se tornará tão “comum” quanto a modalidade presencial.
CONCLUSÕES
Os conteúdos apresentados na disciplina tiveram ligação
com as três disciplinas apresentadas anteriormente, mas tratam do assunto de
maneira mais aprofundada e para quem estuda a temática Educação a Distância,
foram assuntos importantes para a formação.
Esse trabalho proporcionou uma nova experiência com a
possibilidade de discussões via blogs, eu fiz meus comentários, mas do meu ponto
de vista, não houve uma real discussão, onde acontece uma troca, grande parte
dos comentários, na verdade, traziam um ponto de vista novo, um olhar novo
sobre o assunto, e isso também é um ponto bom, pois às vezes as pessoas falam
sobre algo que não havíamos pensado ou com uma linguagem diferente, faz com que entandamos o que não tinha ficado
muito claro.
Esse relatório mostra um pouco do conteúdo aprendido nas
disciplinas, um “resumo” dos conteúdos apresentados e aprendidos, aquilo que
foi considerado mais importante para constar nesse trabalho.
Como disse, inclusive em umas das postagens nos blogs,
sou nova, então me sinto muito a vontade diante das tecnologias, por isso,
blogs já fazem parte da minha vida há bastante tempo, já tive diversos blogs,
hoje permaço com 3, sendo que 1 foi criado para atender um trabalho da minha
primeira pós, outro é sobre minha lua de mel, com o intuito de dar dicas para
as pessoas que tem o mesmo destino, mas que ainda está incompleto e o último é
um blog pessoal e que existe desde 05 de junho de 2011, onde trato de assuntos
diversos, então decidi usa-lo para fazer a postagem do trabalho, e pretendo
continuar com ele por tempo indeterminado.
Para mim não só esse trabalho ou a
criação do blog é uma quebra de paradigmas, eu estar cursando um curso EAD sim,
pois nunca me senti confortável com a ideia de estudar sem ter que me dirigir a
um lugar específico, sentar em uma cadeira e ouvir o professor falar por
algumas horas, mas hoje vejo que isso é possível, mas que não é algo para
todos, ainda, pois é preciso disciplina, dedicação, além de ter autonomia para
compreensão dos conteúdos e sabemos que no Brasil existem muitos analfabetos
funcionais, que são aqueles que sabem ler, mas não conseguem compreender, interpretar
um texto, e isso gera uma grande dificuldade para fazer um curso na modalidade
a distância, por isso, é preciso melhorar a educação, mas essa é uma outra
discussão.